Painel debate pilares do desenvolvimento aeronáutico

O avião sofreu diversas transformações tecnológicas desde sua invenção no início do século 20, mas poucos sabem como se dá o desenvolvimento aeronáutico e qual a sua importância para o país.

Para debater esse assunto, o V Encontro de Escritores e Jornalistas de Aviação promove um descontraído painel no dia 3 de junho, sábado, das 14h30 às 16h.
O desenvolvimento da tecnologia aplicada à aviação revolucionou design e desempenho das aeronaves, além de impactar outros setores da indústria, da economia e do meio ambiente.

14-bis

Santos Dumont realizou o primeiro voo homologado com o 14-Bis, em Paris, novembro de 1906 – Foto: Reprodução/OGlobo

Os modernos aviões que hoje cruzam os céus em quase nada lembram a aeronave feita de seda, bambu, madeira e peças de metal usado por Santos Dumont no primeiro voo homologado da história da aviação, em 12 de novembro de 1906. Naquele dia, o 14-Bis voou 220 metros, a seis metros de altura, em 21 minutos e dois segundos.

As primeiras grandes mudanças nas aeronaves ocorreram na década de 30, se intensificaram durante a 2ª Guerra Mundial e seguiram com grande velocidade.

O avanço tecnológico, associado às ações das agências reguladoras e instituições de pesquisa e fomento, transformou o avião no meio de transporte de massa mais seguro do planeta e permitiu que um maior número de pessoas tivesse acesso ao transporte aéreo, popularizando esse serviço.

“O desenvolvimento aeronáutico apoia-se em pilares que, em conjunto, garantem que a atividade se sustente como um dos mais importantes negócios da atividade humana desde o século XX. Dentre eles, encontram-se a indústria, os ensaios em voo, a certificação, a investigação de acidentes e experiências da aviação comercial. Esses pilares têm suas próprias identidades, fatores-chave de sucesso e objetivos”, disse o mediador do painel, Donizeti de Andrade, professor colaborador do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), mestre em Engenharia Aeronáutica e Ph.D. em Engenharia Aeroespacial.

“Nesse painel o propósito é apresentar de forma simplificada e descontraída algumas das características associadas aos mencionados pilares do desenvolvimento aeronáutico”, completou o professor.

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SERVIÇO

O que: Painel “Pilares do desenvolvimento aeronáutico: Indústria, ensaios em voo, certificação, investigação e experiências da aviação comercial”
Onde: V Encontro de Escritores e Jornalistas de Aviação, na sede da APVE, Alameda Cândido Marciano Leite, 88, em São José dos Campos (SP)
Quando: 3 de junho, das 14h30 às 16h

Mediador
Donizeti de Andrade é professor colaborador do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, instituição onde também titulou-se engenheiro de aeronáutica, mestre em Engenharia Aeronáutica. Ph.D. em Engenharia Aeroespacial pelo Georgia Tech, com MBA pela parceria ITA-ESPM. Especialista em Segurança de Aviação pela University of Southern California. Responsável pela concepção e implementação dos cursos de Especialização e de Mestrado Profissional em Segurança de Aviação e Aeronavegabilidade Continuada do ITA, onde atua como coordenador. É fundador e sócio-diretor da BrasCopter, empresa brasileira dedicada à engenharia de helicópteros e aeronaves de asas rotativas.

Painelistas:

Luiz Otávio Cristo CABRAL
Formado em ciências aeronáuticas, especialista em segurança de voo e aeronavegabilidade continuada pelo ITA e, atualmente, cursando o Mestrado na mesma instituição. Participou de diversos fóruns no Brasil e no exterior quando atuou como diretor brasileiro da IFALPA – The International Federation of Air Line Pilots’ Associations no biênio 2015/2016. Atualmente trabalha como comandante da família A32F na subsidiária brasileira da LATAM Airlines, desenvolvendo também o trabalho frente à diretoria de Ensino e Pesquisa da ABRAPAC – Associação Brasileira de Pilotos da Aviação Civil.

CELSO Braga de Mendonça
Engenheiro formado pelo ITA, com Mestrado e Doutorado na mesma instituição. Recebeu o prêmio CAPES e o prêmio ABCM como melhor Tese de Doutorado na área de Engenharia em 2006. Trabalhou no CTA-IAE no projeto VLS – área de dinâmica estrutural. Trabalha na Embraerdesde 2001, inicialmente coordenando projetos de desenvolvimento tecnológico relacionados a aplicações em ensaios em voo. Atualmente coordena aEngenharia de Ensaios em voo da aviação comercial de Embraer, responsável pela produção e suporte da família Embraer 170 e 190, e pela campanha de ensaios em voo de desenvolvimento e de certificação da família E2.

João Otávio FALCÃO Arantes Filho
Capitão Engenheiro da Força Aérea Brasileira. É formado em Engenharia Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mesmo Instituto em que concluiu o Mestrado em Engenharia Aeronáutica e Mecânica, na área de Mecânica do Voo. Possui trabalhos publicados nesta área em revistas e fóruns internacionais. É formado ainda no Curso de Ensaios em Voo, pelo, atualmente, Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV). Trabalhou como engenheiro de ensaios em diversos programas militares e foi instrutor, durante 6 anos, do Curso de Ensaios em Voo. Atualmente é Chefe da Seção de Ensaios em Voo, da Divisão de Certificação de Produto Aeroespacial (CPA) do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI).

César Augusto O’DONNELL Alván é Aviador pela Academia da Força Aérea (AFA), Engenheiro Mecânico-Aeronáutico e  Mestre em Engenharia de Produção pelo ITA. Atuou, durante 7 anos, como piloto da Aviação de Ataque e, durante 10 anos, em funções no IFI relacionadas ao Fomento Aeroespacial, tais como a Chefia do Núcleo de Inovação Tecnológica, a Chefia da Divisão de Desenvolvimento Industrial e a Vice-Direção do IFI. Atualmente, é o Diretor do IFI.

Cel Av ROBERTO Fernandez Alves é formado oficial aviador pela Academia da Força Aérea, fez Curso de Segurança de Voo no CENIPA em 1993. Possui também Curso de Segurança de Voo da Embry-Riddle Aeronautical University, de Investigação de Motores a Jato da USAF e Curso Avançado de Investigação de Acidentes Aeronáuticos na Cranfield University. Foi Oficial de Segurança de Voo do 1º/6º Grupo de Aviação e da Base Aérea do Recife, Instrutor e Investigador do CENIPA e do SERIPA6 e Chefe do SERIPA6. Possui mais de 3.500 horas de vôo e atualmente ocupa o cargo de Vice-Chefe do CENIPA.

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